Desencadeada na semana passada, a ação decretou a prisão de 38 pessoas acusadas de envolvimento num esquema de desvio de recursos do Ministério do Turismo. Desses, 36 mandados haviam sido cumpridos, mas 19 pessoas foram libertadas no mesmo dia. Os demais foram beneficiados dois dias depois por habeas corpos concedidos pelo juiz federal Guilherme Mendonça Doehler, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Mas com a condição de pagarem fiança.
Empresário e jornalista, Humberto é dono da Barbalho Reis Comunicação e Consultoria, acusada de servir de fachada para o desvio de recursos de um convênio de R$ 4,4 milhões para treinamento de mão de obra no Amapá. Por meio do seu blog, ele negou ter participado das fraudes. "Não sou fugitivo, nem bandido ou muito menos leciono licitação: a arte da regra 3", disse ele em tom de deboche, referindo-se à conversa telefônica, interceptada com autorização judicial, em que ensina um colega a superfaturar licitações públicas.
Gomes e o irmão dele, Hugo Leonardo da Silva Gomes, foram presos em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília. Só no início da noite a PF, em nota, explicou porque não manteve o empresário preso. Segundo a PF, ele “apresentou a decisão em habeas corpus que impedia a sua prisão e por isso acabou liberado, na falta de meios previstos em lei para checar o pagamento da fiança fixado pelo juízo de Macapá (Lei 12.403/2011)”.