Após renunciar à presidência da Câmara, o deputado Eduardo Cunha está novamente na mira da Procuradoria-Geral da República, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o parlarmentar do PMDB seja condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 298 milhões por suposto envolvimento no esquema da corrupção investigado pela Operação Lava Jato. A informação é do jornal Folha de São Paulo e foi divulgada neste domingo.
Conforme a Folha de São Paulo, a soma representa o valor requerido nas três denúncias feitas contra Cunha junto ao STF. Na última semana, Eduardo Cunha renunciou à presidência da Câmara e agora enfrenta o processo de cassação do mandato pela Casa.
Cunha foi procurado por meio da assessoria de imprensa e voltou a dizer que nunca recebeu vantagens indevidas. Ele acusa a PGR de perseguição e, quando questionado sobre a soma do ressarcimento, afirmou que o pedido do órgão acusador é "esdrúxulo".
Nos processos, Cunha é acusado de receber 5 milhões de dólares de propina em um contrato de exploração da Petrobras no Benin, na África, e de ter contas não declaradas na Suíça. De acordo com o Regimento Interno do STF, o plenário é responsável pelo julgamento de ações envolvendo presidentes da Câmara e do Senado. No caso dos demais parlamentares, cabem às duas turmas, cada uma composta por cinco ministros, a análise de questões envolvendo deputados e senadores.
Cunha foi citado nos depoimentos de delação premiada do ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto. Segundo Cleto, o ex-presidente da Câmara recebia 80% da propina arrecadada entre empresas interessadas na liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).
PGR cobra ressarcimento de R$ 298 milhões a Cunha por desvios, diz jornal
Deputado foi alvo de três denúncias junto ao Supremo Tribunal Federal