O pacote que chegará ao Legislativo é composto pelo Programa de Promoção do Investimento (PPI), Novo Fundopem e Política para Economia da Cooperação. Já o decreto de Tarso foi batizado de Pró-Inovação. Em síntese, os programas disponibilizam crédito, benefícios fiscais, subsídio de juros e ferramentas de aprimoramento da gestão para pequenas e médias empresas.
Apesar de as propostas terem caráter nada explosivo, o Piratini dedicará a semana para fazer intensas articulações políticas acerca dos projetos. A intenção é criar ambiente favorável para a rápida aprovação no Legislativo. Um dos temores é de que a negociação com os deputados estaduais se estenda. É provável que eles pressionem o Piratini a incluir bases produtivas vinculadas aos seus mandatos nos programas de incentivo ao desenvolvimento.
Para amarrar os apoios em torno do pacote, as reuniões começarão já nesta segunda-feira, quando o secretário do Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan, e o coordenador da Assessoria Superior do Governador, João Victor Domingues, apresentarão as propostas para as cooperativas. Elas estão entre as principais beneficiadas do pacote e poderão buscar incentivos junto as quatro iniciativas gestadas pelo Piratini. O principal momento de costura política ocorrerá na terça-feira, ocasião em que os líderes das bancadas governistas da Assembleia serão chamados para participar de um café da manhã no Piratini. Caberá a João Victor e ao chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, a tarefa de apresentar os projetos aos deputados. Jorge Ussam, da área técnica da Assessoria Superior do Governador, também está escalado para justificar a elaboração do pacote aos parlamentares.
O debate sobre as propostas terá continuidade numa reunião ampliada do Conselhão, na próxima quinta-feira.