Política

Piratini insiste com plebiscito sobre venda de estatais

Governo precisa incluir projeto de decreto legislativo para viabilizar consulta

Piratini insiste com plebiscito sobre venda de estatais
Piratini insiste com plebiscito sobre venda de estatais Foto : Leandro Osório / Palácio Piratini / CP
As perspectivas não são animadoras, mas o Piratini ainda não desistiu de realizar o plebiscito sobre a venda da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás junto com as eleições de outubro. Apesar de a legislação estadual estabelecer o dia 7 de maio como prazo fatal para que o trâmite do processo esteja concluído, incluindo a aprovação de projeto de aval à consulta pelo plenário da Assembleia, o cronograma do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é distinto.

Em visita institucional à Corte na última semana, o secretário chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú, foi informado de que normativa nacional sobre o tema determina que a inclusão de itens para consulta à população pode ser realizada até 90 dias antes das eleições. Para garantir o plebiscito, o governo precisa assegurar a inclusão de um projeto de decreto legislativo em pauta e de maioria simples para aprovação em plenário.

A tarefa não é fácil e, se não houver avanço por meio de negociações, a Procuradoria-Geral do Estado está com ação direta de inconstitucionalidade pronta para ingressar no Supremo Tribunal federal, aguardando apenas a decisão política do governador José Ivo Sartori. O empenho do Executivo no tema do plebiscito não ocorre por acaso.

Os avanços em relação às divergências sobre o percentual de comprometimento da receita corrente líquida do Estado com a folha e o serviço da dívida não são suficientes para garantir a adesão do Rio Grande do Sul ao Plano de Recuperação Fiscal. Segundo o próprio governador José Ivo Sartori, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, na última semana, a falta de ativos para servirem de garantia financeira por parte do Estado se tornou o principal obstáculo das negociações que se arrastam por mais de um ano.