Política

Piratini mantém proposta de indenização para servidores de fundações em extinção

Governo do RS também oferece programa de demissão voluntária

Governo do RS também oferece programa de demissão voluntária
Governo do RS também oferece programa de demissão voluntária Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS) manteve, na tarde desta terça-feira, a proposta do governo estadual de indenizar os trabalhadores das fundações e entidades em processo de extinção. Mesmo sem a obrigação legal de seguir a mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, a PGE voltou à mesa de negociação coletiva para sustentar a proposta, já apresentada, de pagar a dispensa de trabalhadores sem estabilidade e abrir um programa de demissão voluntária (PDV) para os servidores estáveis, condicionados um ao outro.

Tanto na demissão dos não estáveis quanto no PDV, o governo propõe que os trabalhadores recebam o correspondente a um salário, conforme valor bruto constante na folha de pagamento de julho de 2017, para cada cinco anos de exercício. O desembargador do TRT da 4ª Região João Pedro Silvestrin, responsável pela mediação, destacou a atitude do governo de manter a negociação. Os sindicatos vão agora levar a proposta para avaliação dos trabalhadores. A próxima audiência ocorre em 20 de novembro.

Em outubro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, deferiu liminar autorizando a conclusão do processo de extinção de seis fundações públicas – Zoobotânica (FZB), Ciência e Tecnologia (Cientec), Economia e Estatística (FEE), Desenvolvimento e Recursos Humanos (FDRH), Piratini (TVE e FM Cultura) e Metroplan, da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e da Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas (Corag) -, mesmo sem negociação trabalhista prévia.

Ainda assim, os sindicatos conseguiram, em um processo distinto, em primeiro grau, impedir as demissões, alegando que os celetistas concursados e que cumpriram estágio probatório detêm estabilidade. Agora, cabe ao ministro Gilmar Mendes julgar o recurso da PGE a essas decisões.

Corag


Já a negociação coletiva para as demissões na Corag foi encerrada nesta terça-feira. O sindicato dos trabalhadores se declarou impedido de firmar o acordo coletivo para as demissões, por não concordar com a extinção da Corag e com as demissões. De acordo com a PGE, a rescisão vai seguir os termos da lei 14.979/2017, que extingue a companhia.