Política

Piratini pede que categorias não criem "clima de pânico" na quinta-feira

Governo Sartori reconheceu legitimidade de manifestações, mas requisitou que serviços sejam mantidos

Governo Sartori reconheceu legitimidade de manifestações, mas requisitou que serviços sejam mantidos
Governo Sartori reconheceu legitimidade de manifestações, mas requisitou que serviços sejam mantidos Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
Em nota oficial, o governo estadual garantiu, nesta terça-feira, respeitar as manifestações previstas para quinta-feira, dia para o qual os servidores do Executivo marcaram uma paralisação geral em função do sexto parcelamento de salários consecutivo. O Piratini pede, contudo, que as categorias não estimulem "um clima de pânico" no Rio Grande do Sul.

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No comunicado, o governo defende que os serviços públicos sejam mantidos, sobretudo na área da segurança, a fim de que as manifestações não favoreçam a criminalidade. O governo também sustenta que o parcelamento de salários não é ato de vontade, “mas fruto da crise financeira do país e da situação estrutural do Estado, agravada pelo governo anterior”. O Piratini recomenda, ainda, que a população mantenha as atividades normalmente na quinta-feira.

Veja a nota na íntegra:

1. O governo do Estado respeita as manifestações sindicais marcadas para esta quinta-feira, dia 4, mas espera que as mesmas ocorram de maneira pacífica e ordenada, sem prejudicar os mais de 11 milhões de gaúchos.

2. Os serviços públicos devem ser mantidos, especialmente na área da segurança pública. Não serão tolerados quaisquer desrespeitos à legislação civil e militar. A desobediência e a desordem só favorecem a criminalidade e não resolvem os problemas financeiros.

3. O parcelamento de salários não é ato de vontade, mas fruto da crise financeira do país e da situação estrutural do Estado, agravada pelo governo anterior.

4. Qualquer radicalização é inoportuna diante do interesse público, especialmente dos trabalhadores mais humildes. O Brasil já soma quase 12 milhões de desempregados.

5. As categorias da área da segurança foram as únicas contempladas com aumentos, promoções e nomeações no atual governo. Para um soldado da Brigada Militar, o reajuste chegou a 30,73% – índice superior à inflação do período.

6. No total de quatro anos, esses aumentos representarão quase R$ 4 bilhões de acréscimo nos gastos do Estado, o que amplia a possibilidade de parcelamento dos salários. Esse valor corresponde a cerca de quatro folhas mensais de todo o funcionalismo estadual.

7. Mesmo com todas as dificuldades, o governo promoveu 2.186 policiais de nível médio e superior da Brigada Militar e Polícia Civil. Além disso, assumiu compromisso de chamar todos os concursados e ampliar os investimentos em diárias e horas extras.

8. O governo orienta a população para que mantenha suas atividades normalmente. Espera que sindicatos não estimulem a criação de um clima de pânico. E conclama os policiais para o cumprimento de suas atividades, honrando a história da Brigada Militar e da Polícia Civil. O combate à criminalidade não pode ter trégua.

9. Reivindicações corporativas são legítimas, mas o Estado precisa cuidar do interesse de toda a sociedade gaúcha. Nossos problemas estruturais só serão resolvidos de forma solidária, com seriedade e persistência.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL