O pedido de instalação da CPI contou com 51 assinaturas das 19 necessárias. Proposta pelo deputado tucano Lucas Redecker, a proposta ganhou adesão de todos os deputados da base aliada (PT, PC do B e PRB), após o aval do governador. Os únicos a não assinarem o requerimento foram os deputados Márcio Biolchi (PMDB) e Nelsinho Metalúrgico (PT), que estão em viagem; além de Juliana Brizola (PDT), que se atrasou para a sessão plenária dessa terça. O deputado Gilmar Sossella não assina o requerimento por presidir a Casa.
A definição dos 12 componentes da comissão já começou a ser desenhada entre as bancadas. A disputa mais acirrada será quanto à relatoria. Na oposição, João Fischer (PP) e Giovani Feltes (PMDB) almejam o posto. Entre os aliados, Altemir Tortelli (PT) e Heitor Schuch (PSB) - que, apesar do partido se considerar independente na Assembleia, ainda vota como base em plenário - sinalizam querer a relatoria. A presidência ficará com o proponente da CPI.
Enquanto a bancada do PT faz questão de brigar pela relatoria da comissão diretamente, no Palácio Piratini, a estratégia é outra. O governo articula nos bastidores que um 'deputado aliado de confiança' - que poderia ser Marlon Santos (PDT) ou Heitor Schuch (PSB) - fique com a vaga. Apesar de PDT e PSB terem desembarcado do governo Tarso Genro no ano passado, tanto Santos quanto Schuch ainda votam como aliados de Tarso.