Diante disso, a Abin está municiando os Centros de Coordenação de Defesa de Área criados para monitorar a segurança da Copa não só nessas quatro cidades, mas em todas as outras oito cidades-sede da Copa. Os serviços de inteligência das Forças Armadas e das Polícias dos Estados também estão alimentando o sistema.
O objetivo do trabalho conjunto é de prevenção a esses protestos e que todas as forças de seguranças estejam prontas para atuar nos locais. A decisão do governo é de que todas as forças convocadas para atuar na segurança se mantenham a postos mesmo depois do final dos jogos em suas cidades.
No Rio de Janeiro, a preocupação é ainda maior porque, além de ser o local da final, na cidade estarão pelo menos dez presidentes, incluindo Dilma Rousseff. Também devem comparecer os presidentes da Rússia, Vladimir Putin e chefes de Estado e de Governo da Alemanha.
Na terça-feira, após a derrota do Brasil para a Alemanha, o ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, afirmou que o governo já havia detectado um movimento de black blocs em várias cidades brasileiras, como Rio, São Paulo e Belo Horizonte, que queriam se aproveitar da decepção da população com o resultado, para retomar protestos violentos. Carvalho avisou que o governo estava "atento" e "monitorando" estas convocações e que ia continuar mapeando para evitar confusões e prejuízos em todo o aís. Gilberto pediu ainda "bom senso" e "cabeça fria" aos manifestantes.