O plano de trabalho do projeto Arquipélago, que prevê o mapeamento das condições sociais e de ocupação da região das ilhas de Porto Alegre, após a tragédia de maio de 2024, será apresentado no dia 26 de março.
Em seguida, terão início as primeiras oficinas técnico científicas na região. Já foram realizadas visitas técnicas no local no ano passado. Essa é mais uma etapa da iniciativa que envolve a prefeitura de Porto Alegre e técnicos dos Países Baixos, por meio da Universidade Delft, além de empresas privadas e a Ufrgs, entre outros parceiros.
O acordo foi articulado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) ao custo de R$ 7,2 milhões pagos pela prefeitura de Porto Alegre. A previsão é que a conclusão do estudo da região ocorra em agosto de 2026. O documento final conterá um mapeamento das condições da região, áreas que poderão ser ocupadas, assim como aquelas que deverão ser esvaziadas pelos riscos. Além disso, apresentará soluções para tal realidade.
Porém, os desafios da ocupação dessa região são grandes e, segundo a pesquisadora Taneha Bacchin, que coordena o projeto, a escuta vai ser a principal ferramenta.
"É preciso muita escuta para compreender a complexidade e encontrar as melhores soluções", enfatizou ela, que integra a Faculdade de Arquitetura e Ambiente Construído da Delft.
Projeto
O projeto foi discutido na manhã desta segunda-feira durante visita da comitiva gaúcha à universidade de Delft, na Holanda, que integra a parceria.