Política

PM acusado de espionagem garante não ter dado senha a jornalistas

Advogado que defende o sargento falou ao Programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba

O advogado Adriano Pereira, que defende o sargento César Rodrigues, envolvido em caso de arapongagem a partir de dados sigilosos na Casa Militar do Estado, lembrou que o caso corre em segredo de Justiça. Em entrevista ao Programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, garantiu que o sargento não tem ligação com a imprensa gaúcha.

O advogado negou que o militar tenha cedido senhas para jornalistas, mas admitiu que o cliente passou informações para diversos órgãos de imprensa no que se refere a operações policiais ocorridas no Estado. Desde o ano passado, Rodrigues acessou 95 mil vezes o Sistema de Consultas Integradas da Segurança Pública.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de quebra de sigilo do processo, disse que a defesa deve ter muita cautela para não envolver outras pessoas. De acordo com o especialista, em nenhum momento o sargento relacionou a cúpula do governo do Estado com quaisquer contraventores. Ele também garantiu que não tinha contato com assessores da governadora.
 
Segundo o advogado, o coronel Marco Antonio Quevedo, que pediu aposentadoria da chefia da Casa Militar, era o chefe da Inteligência, mas nem sempre era ele que dava a ordem para o sargento acessar dados sigilosos. Ao ser questionado sobre as motivações do sargento para fazer tantas consultas, Pereira disse que o sargento não acessou informações sobre filhos de políticos. Também garantiu que o militar não dividiu a senha com mais ninguém.

O advogado também garantiu que o sargento não recebeu R$ 40 mil de contraventores de jogos de azar, conforme denúncia feita pela imprensa. Ele também garantiu que o cliente não apresentou sinais de enriquecimento ilícito nem participou de atos de corrupção. Sobre a questão dos supostos vídeos provando o envolvimento do policial, o advogado disse não ser prudente divulgar certas informações em função do segredo de Justiça.



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