PM de São Paulo investigará quem provocou manifestantes contrários a Bolsonaro

PM de São Paulo investigará quem provocou manifestantes contrários a Bolsonaro

Participantes de ato a favor da democracia afirmam que opositores usavam símbolos neonazistas

AE

PM usou bombas para dispersar multidão

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O secretário-executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo, afirmou que a corporação deverá agir nas próximas horas para tentar identificar as pessoas que teriam provocado o grupo de manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro, deflagrando a briga que levou à ação da corporação na tarde deste domingo, na Avenida Paulista .

Segundo Camilo, informações iniciais que recebeu do comando da PM indicam que ao menos duas pessoas teriam ido em frente ao Masp, onde se concentravam os manifestantes, e teriam provocado os participantes do ato. O organizador do movimento Somos Democracia, Danilo Pássaro, de 27 anos, informou que a dupla portava símbolos neonazistas.

“A gente vai identificar tudo, inclusive quem realmente provocou, por que provocou, se estavam ou não com bandeiras (neonazistas) e responsabilizar cada um conforme sua atitude na manifestação”, afirmou o coronel Camilo. “Os que forem identificados serão chamados à responsabilidade, seja por quebra da ordem, seja por estarem atentando contra a democracia, essas pessoas serão responsabilizadas, desde que identificadas”.

O coronel Camilo disse que serão analisadas imagens gravadas pelos manifestantes, por câmeras de segurança da avenida Paulista e os vídeos dos protestos divulgados nas redes sociais. Um inquérito será aberto para apurar o que ocorreu na manifestação.

O conflito deflagrou ação da Polícia Militar, que disparou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes que participavam do ato contra Bolsonaro , em confronto que se estendeu por parte da avenida em direção ao metrô Consolação. A ação dos militares foi criticada por ter sido direcionada somente a um dos lados do protesto. Do outro lado da Paulista, em frente à sede da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), manifestantes pró-Bolsonaro foram cercados pela tropa regular da PM e continuaram o ato normalmente.'

O coronel Camilo rechaçou as críticas e disse que a PM fez a proteção dos dois lados para evitar um mal maior , que seria o confronto direto. “O pessoal que estava na Fiesp, só com o cordão (de isolamento), se conseguiu segurar e desestimular que viessem para a Paulista encontrar o outro grupo. O pessoal do Masp estava mais agressivo, tentou inclusive furar o bloqueio”, afirmou o secretário-executivo da PM. “A polícia agiu contra aquele que quebrou a ordem. A polícia não tem lado. A polícia tem lado do cidadão de bem”.

Segundo o coronel Camilo, ao menos cinco pessoas foram detidas durante o confronto com a PM . Duas delas eram pessoas que se aproveitaram do conflito para tentar furtar manifestantes. As outras três foram por resistência contra a ação da PM.


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