O PMDB de Porto Alegre decidiu oficialmente não integrar a base aliada da futura administração de Nelson Marchezan Jr (PSDB), prefeito eleito que assume o Paço Municipal em janeiro. A definição foi tomada pelos cinco vereadores eleitos do PMDB na Capital, em conjunto com as presidências municipal e estadual da legenda, conforme adiantado pela coluna de Taline Oppitz, no Correio do Povo. Apesar da opção por não integrar a base, o PMDB de Porto Alegre também definiu que oficialmente, não será oposição a Marchezan, adotando a postura autointitulada de “independência”.
O presidente do PMDB de Porto Alegre, Antenor Ferrari, revela que a sigla não foi convidada por Marchezan para integrar o governo e explica que a posição de independência, tirada na última sexta-feira, significa atuar como “oposição responsável”.
“A posição significa independência. Não iremos participar do governo, até porque não fomos convidados. Não temos qualquer intenção de participar do futuro governo. Estamos na oposição como o eleitorado de Porto Alegre determinou através do processo eleitoral, mas nós também precisamos ter o equilíbrio de entender que a população de Porto Alegre precisa de uma oposição responsável. Não participaremos do futuro governo mesmo que convidados”, explicou Ferrari.
A decisão pela independência foi tomada por unanimidade. Segundo o vereador eleito André Carús, se há peemedebistas que desejam apoiar a administração de Marchezan, trata-se de um "discurso periférico" no partido. No encontro, os peemedebistas também decidiram indicar o vereador Valter Nagelstein, mais votado da legenda, para a presidência da Câmara em 2017.
PMDB decide não participar de administração de Marchezan
Partido adotará postura de independência, sem fazer oposição