O retorno dos secretários de Estado Marco Alba e Márcio Biolchi à Assembleia Legislativa, na terça-feira, é considerado a saída oficial do PMDB do governo. A substituição pelos suplementes Álvaro Boessio e Sandro Boka, na tentativa de garantir a aprovação dos projetos da Brigada Militar, não foi comunicada à bancada peemedebista, causando desconforto a alguns parlamentares da sigla. O presidente da legenda, senador Pedro Simon, disse que, oficialmente, irá comunicar a saída à governadora Yeda Crusius no início do próximo mês: “Vou me reunir com Yeda Crusius nos primeiros dias de janeiro. Temos candidato próprio, não dá mais essa relação”, disse Simon.
O secretário de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano disse que não houve desrespeito em seu retorno para o parlamento, nessa terça-feira, mesmo que não tenha tido efeito. “Estamos no governo há três anos, seria falta de responsabilidade não tentarmos aprovar projetos que julgo importantes para o Rio Grande do Sul. Além disso, o Boessio havia falado que votaria contra os projetos”, justificou Marco Alba.
A oficialização da pré-candidatura de José Fogaça ao Palácio Piratini afasta ainda mais o PMDB do governo. “Ontem, faltou diálogo do governo com a bancada, por isso a indignação de alguns parlamentares. Agora, a estratégia política adotada pelo Executivo faz parte do jogo”, pondera o deputado estadual Luiz Fernando Záchia.
PMDB deixa governo Yeda na primeira semana de janeiro
"Temos candidato próprio, não dá mais essa relação”, diz Pedro Simon