Política

PMDB deve chegar dividido à convenção

Prefeitos preferem apoio a Dilma e bancadas racham sobre palanque

PMDB deve chegar dividido à convenção
PMDB deve chegar dividido à convenção Foto : Antonio Cruz / Abr / CP
O PMDB gaúcho já anunciou que apoiará oficialmente um candidato à Presidência da República, mas o racha em relação ao palanque é apontado como inevitável pelos integrantes da sigla. A exemplo do que ocorreu em 2010, os prefeitos do PMDB preferem apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice, Michel Temer, presidente nacional do partido.

A seu lado estão o deputado federal Eliseu Padilha e o ex-ministro Mendes Ribeiro Filho. Líderes como o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Germano Rigotto, o ex-prefeito de Caxias do Sul e pré-candidato ao Piratini, José Ivo Sartori, e integrantes das bancadas federal e estadual, preferem uma candidatura de oposição.

As divergências ficaram mais evidentes após Rigotto declarar, no sábado passado, que o PMDB gaúcho não pode apoiar uma candidatura que, no RS, dê palanque a seus adversários, em uma referência ao governador Tarso Genro (PT), que tentará a reeleição. Após as declarações, o presidente do PMDB gaúcho, deputado Edson Brum, ouviu de Temer que o PMDB nacional trabalha pelo alinhamento dos gaúchos.

"Ele me disse que ou a presidente vem para o nosso palanque aqui durante a campanha ou não vem para o de ninguém", afirma Brum. Próximo de Temer, Padilha intensificou os esforços junto a líderes regionais e às bancadas. "Nosso partido é um trem em alta velocidade no qual todos estão embarcados. Se alguém quiser saltar deste trem em alta velocidade geralmente tem consequências", alerta Padilha.

Ele avalia que os defensores da dissidência dificilmente serão maioria na convenção estadual. O presidente da Associação dos Prefeitos do PMDB e prefeito de Cruz Alta, Juliano da Silva, diz ser grande o número dos que querem apoiar Dilma, parte fala em candidato tucano e um pequeno grupo opta pelo governador Eduardo Campos (PSB).

Segundo dados do partido, entre as 240 prefeituras com prefeito ou vice do PMDB, a maioria das alianças é com o PT. Recentes projeções indicam que, entre pequenos e médios municípios administrados pela sigla, a preferência é por Dilma, enquanto nos maiores é forte a tese da dissidência.

Conforme cálculos, no entanto, o apoio à chapa Dilma/Temer teria 80% da preferência. "Decidimos reunir a base em, ao menos, três encontros regionais para tirar o posicionamento que levaremos à convenção", diz Silva.

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