Política

PMDB elege menos deputados, mas fica mais forte no Congresso

Partido foi beneficiado por queda do PT

O PMDB sai mais forte das urnas. Menos pelo número de governadores estaduais eleitos ou que vão disputar o segundo turno, mais pela posição relativa aos demais partidos no Congresso. O partido elegeu parlamentares suficientes para conseguir ter uma das duas maiores bancadas nas duas Casas e, assim, manter as presidências da Câmara e do Senado.

Mesmo sem ter tido crescimento no número de deputados e senadores, o PMDB se beneficiou pelo fato de o PT, seu maior rival em tamanho no Congresso, ter diminuído também. Ambos perderam deputados e senadores, mas o que importa é quem tem mais. E o PMDB ficou à frente do PT no Senado e pouco atrás na Câmara.

O PMDB vai ter menos senadores do que tinha: de 19 vai para 17. Mas o PT também encolheu, de 13 para 12, assim como o PSDB (de 12 para 11). Ou seja, os peemedebista continuarão com a maior bancada. O partido se beneficia da tradição para fazer o presidente da Casa e ocupar cargos nas comissões.

Na Câmara, a situação é igual. O PMDB caiu de 71 para 67 deputados, mas o PT caiu ainda mais: de 88 para 70. O PMDB comanda sete Estados hoje. Elegeu quatro governadores no primeiro turno (Espírito Santo, Tocantins, Alagoas e Sergipe) e disputa mais sete no segundo turno: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Amazonas, Rio Grande do Norte, Rondônia e Pará. Pode chegar a dez governadores.

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