Política

PMDB gaúcho ficará neutro na disputa presidencial

Legenda ainda não sabe se José Fogaça vai abrir o voto

Simon afirma que a aliança estadual com o PDT não corre o risco de ser abalada
Simon afirma que a aliança estadual com o PDT não corre o risco de ser abalada Foto : Geraldo Magela / AE / CP
O PMDB gaúcho tem definido o rumo que seguirá após a convenção nacional na qual o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), será referendado para vice na chapa de Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial. O Estado está entre aqueles onde a sigla manterá a neutralidade.

O assunto não deverá ser tratado na convenção estadual, em 20 de junho, mesma data do encontro do PDT. No dia 20, ou logo depois, o PMDB reunirá o diretório e tirará a posição pela neutralidade. A solução é negociada regional e nacionalmente entre PMDB e PT, com o conhecimento do aliado PDT. Na prática, significa que a inscrição da chapa presidencial não precisará constar em "santinhos" ou outros materiais de campanha e nem na propaganda no rádio e na TV. E que, no corpo a corpo, os candidatos poderão se manifestar individualmente.

A dúvida é se José Fogaça, pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, vai abrir o voto. "Duvido. Simon, Fogaça e Rigotto são adeptos da política de risco zero", diz um deputado. Já a aliança estadual com o PDT está longe de ser ameaçada, mesmo que alguns pedetistas carreguem nas cobranças. "O acordo com o PDT está fechado. Já pegaram a prefeitura e indicaram o vice", resume o presidente estadual do PMDB, senador Pedro Simon.