Política

PMDB não quer ter seus ministérios "esvaziados"

Cúpula do partido se encontrou na casa da governadora maranhense Roseana Sarney ontem

Além de reivindicar mais "inserção no poder de decisão" do Planalto e de não aceitar a ameaça de veto ao aumento do salário mínimo feita pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), a cúpula do PMDB decidiu, no jantar de ontem, não aceitar que seus ministros tenham suas pastas esvaziadas.

No encontro, na casa da governadora maranhense Roseana Sarney, o partido queixou-se que o Ministério da Agricultura, onde foi mantido Wagner Rossi, titular da pasta desde o governo Lula, está sendo "esvaziado pela Fazenda". Rossi disse à cúpula do partido que está havendo transferências de atribuições da Agricultura para a Fazenda sem uma discussão prévia com o ministro.

Estavam no jantar, além do vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente do Senado, José Sarney, os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social), Pedro Novais (Turismo), Edison Lobão (Minas e Energia), Nelson Jobim (Defesa), Wagner Rossi (Agricultura) e Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos). Também compareceram os senadores Renan Calheiros e Valdir Raupp.

Os ministros concluíram que não adianta a presidente ordenar a suspensão da escolha e preenchimento dos cargos de segundo escalão até um entendimento entre os aliados. "Precisa definir a regra", reclamou um dos líderes do partido. O ministro Nelson Jobim também aconselhou o partido a não se desgastar tratando de cargos no varejo. A opção, segundo ele, é definir com a presidente Dilma qual é o status do partido no poder.

Bookmark and Share