Liderança máxima dentro do PMDB gaúcho, o senador Pedro Simon, acredita que o partido deve escolher logo o nome de seu candidato ao governo do Estado. “O PMDB tem facilidade de encontrar aliados, mas temos que decidir quem será o candidato para fazer essa composição. É natural a nossa candidatura estar posta logo.” No entanto, Simon é cauteloso: “Eu saí da Executiva e agora não fica bem ficar criticando. Reconheço que os companheiros estão se esforçando. O PMDB é talvez o partido que tenha mais nomes para lançar ao Piratini e ao Senado.”
Apesar de estar afastado das reuniões oficiais do partido, o senador afirmou que conversa frequentemente com lideranças peemedebistas sobre os rumos da sigla. Ele apoia o lançamento do nome do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini e aponta que o candidato é quem deve escolher a qual presidenciável emprestará seu palanque no Estado. “Eu nunca falei nem a favor, nem contra a Dilma Rousseff, mas o candidato que eu tenho simpatia, que é o ex-prefeito de Caxias do Sul, é contrário (a apoiar Dilma) e eu defendo a candidatura dele.”
Em 2010, o nome de José Fogaça foi lançado às pressas após Germano Rigotto desistir de concorrer ao governo do Estado. Durante aquela campanha eleitoral, a sigla optou por manter a chamada “imparcialidade ativa”, sem apoiar oficialmente um candidato ao Palácio do Planalto. Apesar disso, a maioria dos peemedebistas gaúchos fizeram campanha para o tucano José Serra.
Este ano, o tradicional encontro de verão da sigla foi postergado. A Executiva deve se reunir em fevereiro para marcar a data da reunião de encaminhamento da decisão sobre o nome do candidato. Apesar de a principal discussão travada nos bastidores ser quanto ao apoio nacional, o partido reafirma que essa decisão ficará em segundo plano.