Política

"PMDB precisa definir candidato," declara Pedro Simon

Senador disse que sigla necessita tomar decisão logo para compor com aliados

Pedro Simon disse que sigla necessita tomar decisão logo para compor com aliados
Pedro Simon disse que sigla necessita tomar decisão logo para compor com aliados Foto : Geraldo Magela / Agência Senado / CP
A exemplo do protagonizado pelo partido em 2010, o PMDB inicia atrasado mais um ano eleitoral. Antes mesmo de escolher o nome do candidato ao Palácio Piratini, a sigla se divide no debate sobre apoiar ou não a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Nacionalmente, o PMDB é aliado do governo petista. No Estado, entretanto, a sigla é a principal opositora de Tarso Genro (PT) na Assembleia Legislativa.

Liderança máxima dentro do PMDB gaúcho, o senador Pedro Simon, acredita que o partido deve escolher logo o nome de seu candidato ao governo do Estado. “O PMDB tem facilidade de encontrar aliados, mas temos que decidir quem será o candidato para fazer essa composição. É natural a nossa candidatura estar posta logo.” No entanto, Simon é cauteloso: “Eu saí da Executiva e agora não fica bem ficar criticando. Reconheço que os companheiros estão se esforçando. O PMDB é talvez o partido que tenha mais nomes para lançar ao Piratini e ao Senado.”

Apesar de estar afastado das reuniões oficiais do partido, o senador afirmou que conversa frequentemente com lideranças peemedebistas sobre os rumos da sigla. Ele apoia o lançamento do nome do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini e aponta que o candidato é quem deve escolher a qual presidenciável emprestará seu palanque no Estado. “Eu nunca falei nem a favor, nem contra a Dilma Rousseff, mas o candidato que eu tenho simpatia, que é o ex-prefeito de Caxias do Sul, é contrário (a apoiar Dilma) e eu defendo a candidatura dele.”

Em 2010, o nome de José Fogaça foi lançado às pressas após Germano Rigotto desistir de concorrer ao governo do Estado. Durante aquela campanha eleitoral, a sigla optou por manter a chamada “imparcialidade ativa”, sem apoiar oficialmente um candidato ao Palácio do Planalto. Apesar disso, a maioria dos peemedebistas gaúchos fizeram campanha para o tucano José Serra.

Este ano, o tradicional encontro de verão da sigla foi postergado. A Executiva deve se reunir em fevereiro para marcar a data da reunião de encaminhamento da decisão sobre o nome do candidato. Apesar de a principal discussão travada nos bastidores ser quanto ao apoio nacional, o partido reafirma que essa decisão ficará em segundo plano.

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