Política

"Poderio ditatorial" das redes beneficia a esquerda, diz Bolsonaro

Presidente disse que vai conversar com Rodrigo Pacheco sobre MP que dificulta remoção de conteúdo das redes sociais

Bolsonaro em transmissão ao vivo
Bolsonaro em transmissão ao vivo Foto : YouTube / Reprodução / CP

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar nesta segunda-feira decisões judiciais envolvendo redes sociais que são desfavoráveis a aliados. Apesar de não citar nominalmente o STF (Supremo Tribunal Federal), o mandatário falou sobre um caso envolvendo a Suprema Corte, do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes e confirmada pelo colegiado e pelo plenário da Câmara.

Segundo o presidente, tem crescido o "poderio ditatorial para controlar as pessoas" e que a "esquerda tem ganhado muito nisso". "Estão cerceando os nossos direitos. A liberdade de expressão é sagrada. O parlamentar é civil e penalmente inimputável por quaisquer palavras, opiniões e votos. Nós vimos a prisão de um deputado por sete meses que não valeu para ele isso", afirmou.

Bolsonaro ainda criticou a derrubada de páginas e perfis de redes sociais, o que aconteceu em caso de desinformação ou de ataques a ministros do STF. "Nós temos assistido a derrubada de páginas do Facebook, desmonetização de outras, mas só de gente do nosso lado. Gente que defende a família, que briga por liberdade. É um cerceamento grande contra a gente", defendeu.

O presidente citou a devolução de uma MP (medida provisória) por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em setembro do ano passado, que visava dificultar a remoção de conteúdos das redes sociais. A proposta gerou ampla polêmica, por promover alterações no Marco Civil da Internet. A medida impediria a remoção de conteúdo "sem justa causa".

Bolsonaro afirmou que irá conversar com Pacheco sobre o assunto. "Eu mandei uma MP para o Congresso no ano passado. O presidente do Senado achou que não tinha urgência e devolveu a MP. Vou voltar a conversar com ele agora", ressaltou.