Política

Polêmica: oposição acusa presidente da Câmara de Porto Alegre de autoritarismo

Vereadores alegam que servidores públicos têm sido perseguidos pela Presidência; a distribuição dos assessores de plenário entre os parlamentares também foi contestada

Oposição alega que Comandante Nádia (PL) tem tomado medidas antidemocráticas
Oposição alega que Comandante Nádia (PL) tem tomado medidas antidemocráticas Foto : Júlia Urias/CMPA/CP

Em meio à sessão ordinária desta segunda-feira, a vereadora Comandante Nádia (PL) conduziu o balanço do 1° semestre de sua gestão como presidente da Câmara de Porto Alegre. Frente a isso, a oposição trouxe as suas contestações para a representante. Dentre outros temas, os vereadores disseram que a atual administração promove uma condução autoritária da casa legislativa.

A denúncia se centrou em dois eixos: a distribuição desigual dos assessores de plenário e supostas perseguições políticas a servidores públicos.

Atualmente, o colegiado conta com 36 assistentes autorizados a acompanhar os vereadores durantes as sessões ordinárias. Contudo, apesar do número elevado (que é superior a quantidade de parlamentares), nem todos têm um profissional a sua disposição.

“É uma forma de fazer com que os vereadores tenham condições desiguais”, acusou Roberto Robaina (PSol). Para o parlamentar, trata-se de um ato antidemocrático. “É o descumprimento de um acordo que foi votado entre os parlamentares”, apontou.

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Ele ainda foi além: “a gestão autoritária também é expressa no tratamento com os servidores da Câmara”. De acordo com Robaina, Nádia tem aberto inquéritos sobre a conduta dos funcionários para coagi-los.

"Incumbência da Presidência”, reage Nádia

Nádia assumiu a primeira imputação. De acordo com ela, “a designação dos assessores de plenário é uma incumbência da Presidência”. Quanto às supostas perseguições, a presidente negou, porém não entrou em detalhes.

Nos bastidores, circulam informações que corroboram com as supostas denúncias da oposição.

*Supervisão Mauren Xavier