Política

Polícia investigará todas as hipóteses sobre morte das três jovens em Alvorada

Vítimas foram identificadas e residência onde moravam foi encontrada revirada

Triplo homicídio ocorreu na última terça-feira em Alvorada
Triplo homicídio ocorreu na última terça-feira em Alvorada Foto : Álvaro Grohmann / Especial / CP
A Polícia Civil investiga qualquer hipótese para a chacina de Alvorada. Ao amanhecer da terça-feira passada foram encontrados os corpos de três mulheres na rua General Osório, no bairro Jardim Porto Alegre. As vítimas foram executadas com tiros na cabeça. A identificação delas já foi obtida.

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Titular da Delegacia de Homicídios de Alvorada, o delegado André Lobo Anicet, revelou que todas eram jovens e residiam juntas em uma casa no Recanto do Sabiá, no Loteamento Timbaúva, em Porto Alegre, que fica ao lado da região onde ocorreu o triplo assassinato. Duas delas, de 18 e de 23 anos, mantinham relacionamento amoroso, enquanto a terceira, de 22 anos, era amiga de ambas.

O delegado André Lobo Anicet disse que não é possível por enquanto saber se as três vítimas foram arrancadas à força de casa ou acompanharam os dois homens que foram vistos com elas na rua onde acabaram sendo executadas. Nenhum envolvimento com o tráfico de drogas foi apurado até o momento.

A casa em que as três residiam estava revirada, mas os agentes avaliam se foi um ato dos assassinos ou da vizinhança que aproveitou a ausência delas. Os agentes da Delegacia de Homicídios de Alvorada têm realizado diversas diligências e vasculham inclusive as redes sociais das jovens em buscas de pistas da motivação do crime e quem são os autores.

Uma eventual relação com duplo homicídio ocorrido no mesmo período em Porto Alegre também estão sendo verificadas. Os corpos com marcas de tiros de um homem, de 31 anos, e de uma adolescente, de 15 anos, foram encontrados na mesma manhã de terça-feira no porta-malas de um Prisma, de cor vermelha e roubado. O carro estava abandonado na rua Irmão Idelfonso Luis, junto do Parque Chico Mendes, no bairro Mário Quintana. As vítimas haviam sido amarradas nas mãos e pés.