Política

Porto Alegre não deve registrar queda na arrecadação de 2015

José Fortunati reconhece que 2016 será difícil para prefeituras brasileiras

Porto Alegre não deve registrar queda na arrecadação de 2015
Porto Alegre não deve registrar queda na arrecadação de 2015 Foto : Paulo Nunes / CP Memória
Apesar da diminuição no repasse de verbas dos governos estadual e federal à Prefeitura de Porto Alegre, o município não deve registrar queda na arrecadação de 2015. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira, o prefeito José Fortunati afirmou que o resultado positivo é fruto do aperfeiçoamento de um modelo - introduzido em 2005 por José Fogaça e implantado a partir de 2013 - baseado em contratos de gestão. "É um instrumento usado pela iniciativa privada em que departamentos, setores e até subsidiárias firmam metas em cima de orçamentos a serem gastos ao longo do ano", explicou.

Fortunati informou que ainda não tem os dados referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mas adiantou que a Prefeitura de Porto Alegre deve fechar o ano em azul. "A entrada do IPTU (parcela única) é fundamental para que a gente possa planejar o primeiro semestre de 2016", destacou.

Para o prefeito da Capital, 2016 deve ser ainda mais difícil para os prefeitos brasileiros devido às crises econômica e ético-política. "Pela primeira vez, corruptos e corruptores estão indo para a cadeia. Grandes empreiteiros do país estão na cadeia e isso é positivo", avaliou. 

Sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Fortunati disse que apesar de os prefeitos torcerem para que as investigações sobre corrupção se aprofundem, a maioria acredita que nenhum ato de improbidade atinge, até o momento, a presidente. O prefeito comparou com o processo contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello.  "Eu era deputado federal e havia sinais muito fortes de improbidade do ex-presidente. A reforma da Dinda foi claramente feita por empreiteiros. Foi impressionante o casting da "Operação Uruguai", quando bilhões de dólares foram desviados e as digitais do ex-presidente estavam impressas", relatou. 

Em relação à Segurança Pública, Fortunati disse que tem reservas quanto à municipalização do serviço. "Acho que quem deve cumprir com esta função, por estar melhor preparada, é a Brigada Militar. Obviamente hoje o efetivo é muito inferior ao desejado, mas não é culpa do atual governo, já está há mais de 20 anos com redução, e isso acaba acarretando presença muito menor de policiamento ostensivo e preventivo", acrescentou.