Política

Porto Alegre registra tarde de votação tranquila e sem filas nas seções eleitorais

Houve, porém, reclamações quanto ao acesso às salas em alguns locais da Zona Norte

E.E.E.F Araújo Porto Alegre na Vila Elizabeth segundo turno eleições 2024
E.E.E.F Araújo Porto Alegre na Vila Elizabeth segundo turno eleições 2024 Foto : Fabiano do Amaral

O movimento do eleitorado em Porto Alegre foi tranquilo no começo da tarde deste domingo, porém no final do dia, poucas horas antes do final da votação, houve um aumento no fluxo de pessoas rumo às seções. Mesmo assim, não houve registro de intercorrências. No Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, um dos maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Sul, uma criança apertou o botão de liga/desliga da urna eletrônica de uma seção, que precisou ser reiniciada, segundo relatos de mesários. A votação seguiu normalmente na sequência.

No Arquipélago, a eleição também seguiu sem problemas no Colégio Estadual Alvarenga Peixoto, na Ilha Grande dos Marinheiros, porém preocupava a alta abstenção. O administrador de prédio Emerson Caetano, funcionário do colégio, disse que a escola já havia recebido reformas e estava pronta para receber novamente os eleitores. No local, a água havia superado dois metros de altura durante a pior fase das enchentes. Já a autônoma Roberta do Nascimento afirmou que a população das ilhas estava “sem saída”.

“É muito importante que possamos votar, porém nossas opções são bastante limitadas”, disse ela, acompanhada da mãe e irmãs. Já na Ilha da Pintada, com a interdição da Escola Estadual Almirante Barroso, um dos principais locais de votação do Arquipélago, a eleição foi na Escola Delta, a cerca de 300 metros, o que não impediu que a abstenção também fosse alta, com diversas seções vazias. Na Zona Norte da Capital, áreas afetadas pelas enchentes de maio tiveram menos faltas de eleitores, com algumas filas registradas.

Na Escola Estadual Santa Rosa, no bairro Santa Rosa de Lima, com 17 seções, Anderson de Lima Fagundes, que faz uso de cadeira de rodas, votou pouco antes das 17 horas, e mesmo com uma rampa no acesso à sua seção, disse que faltava acessibilidade. Assim, o eleitor foi auxiliado pela Brigada Militar (BM) e por sua mãe, a professora Maria Lima. “Já há algumas eleições é assim”, comentou ele, que não deixou de exercer seu direito ao voto.

Já na Escola Estadual de Ensino Fundamental Bento Gonçalves, no Rubem Berta, nem uma escada até o segundo andar, onde havia algumas seções, intimidou os eleitores, que foram às urnas mesmo assim. A administração do prédio disse que não havia eleitores no local com mobilidade reduzida. Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Araújo Porto Alegre, na Vila Elizabeth, bairro Sarandi, onde a água superou 1,20 metro durante as enchentes de maio, o movimento também foi tranquilo, com eleitores sem dificuldades para acessar os lugares de votação.