Política

Povo brasileiro saberá impedir retrocesso do Brasil, diz Dilma

Sem falar em golpe, presidente agradeceu ao apoio recebido por chefes de Estado

Dilma discursou na ONU
Dilma discursou na ONU Foto : Timothy A. Clary / AFP / CP
Somente nos segundos finais do discurso em cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na sede das Organizações da Nações Unidas (ONU), nos Estados Unidos, a presidente Dilma Roussef falou sobre a situação política do Brasil. Sem mencionar a palavra golpe, como temiam inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dilma agradeceu nesta sexta-feira ao apoio recebido por chefes de Estado de outros países e disse que a população brasileira saberá evitar qualquer retrocesso do País.

"Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, eu digo que o Brasil é um grande País, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é trabalhador e com apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso. Sou grata a todos os líderes que já expressaram sua solidariedade", disse Dilma Rousseff.  

Ao falar sobre o Acordo de Paris, Dilma afirmou que a conclusão da medida, em dezembro de 2015, representou um marco histórico na construção do mundo ideal. "Queremos um mundo de desenvolvimento sustentável para todos, com o cumprimento das metas estabelecidas na agenda 2030. Tenho orgulho do trabalho desenvolvido por meu País e meu governo para que, coletivamente, chegássemos a esse acordo", declarou. 

Dilma destacou que as iniciativas necessárias para transformar o desenvolvimento sustentável em realidade representam um grande desafio para os países. "O caminho que teremos de percorrer agora será ainda mais desafiador, porque queremos transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos e realizar os compromissos que assumimos. Isso exigirá a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades", argumentou.  

A presidente brasileira considerou essencial a ampliação dos investimentos para o combate à mudança do clima no mundo. "É fundamental ampliar o financiamento do combate à mudança do clima para além do compromisso de 100 bilhões de dólares anuais. É necessário, ainda, que o setor privado desenvolva um esforço robusto de redução de emissões", avisou.