Dirigentes tucanos e progressistas tentaram, nesta sexta-feira, amenizar as divergências que antecedem a possível coligação à reeleição de Yeda Crusius. Na mesa da reunião na sede do PSDB em Porto Alegre, estava a lista dos deputados tucanos votados para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal. O PP deu prazo de uma semana para que o PSDB responda sobre as condições oferecidas para a aliança.
Os progressistas, que praticamente dominam prefeituras e câmaras no interior do Estado, querem o lugar de vice na chapa, a vaga para o Senado e coligar para deputado estadual e federal. É justamente este último item que atrapalha as pretensões tucanas, pois o PP elegeria muito mais deputados. “Nós não trabalhamos na questão de ceder. A única coisa que cedemos, hoje, foi com relação ao tempo”, disse o presidente do PP, Pedro Bertolucci.
No encontro, o presidente do PSDB, deputado federal Cláudio Diaz, reiterou que o partido não pode arcar com uma coligação que possa exterminar com as bancadas. Diaz, no entanto, desconversou. “Tem muito mais para ser discutido do que a coligação na proporcional. Acho que estamos avançados no nosso entendimento”, disse.
A reunião contou com a presença do chefe da Casal Civil, Bercílio Silva, que é da direção tucana. O dirigente lembrou que política não se faz apenas no presente, mas também olhando para o futuro. “Temos que olhar para frente como, por exemplo, na próxima eleição estadual e na próxima eleição para prefeitos”.
PP amplia prazo para tucanos decidirem sobre aliança
Partidos se reuniram nesta manhã