Depois de reunião que durou mais de duas horas na sede do Partido Progressista (PP), no Centro da Capital, lideranças avaliaram que as urnas determinaram que a sigla deve fazer oposição ao governo Tarso Genro. A senadora eleita Ana Amélia Lemos declarou que a base teme uma repercussão negativa diante de um potencial apoio e que o partido pode se fortalecer desempenhando o papel de oposição, assim como no governo Olívio Dutra.
O presidente estadual do PP, Pedro Bertolucci, declarou que não deve apresentar nenhuma resposta no encontro com o governador eleito na próxima terça-feira, já que não foi feita nenhuma oferta. Ele não condenou a atitude do deputado estadual Pedro Westphalen, que se reuniu com Tarso e supostamente sondou uma participação na Secretaria da Saúde.
Bertolucci informou que recebeu uma ligação de Westphalen, na noite de ontem, esclarecendo que não está na Europa para negociar em nome do partido. Nesta tarde, a assessoria de Tarso confirmou a mesma versão, alegando que ambos tiveram apenas um encontro cordial em Lisboa, sem falar em cargos no governo.
O deputado progressista Mano Changes, que participou da reunião e defende uma aproximação com Tarso, avaliou que, ao menos, o partido está aberto ao diálogo, mesmo que haja resistência.
Progessistas também apresentaram outros argumentos
O deputado estadual João Fischer (Fixinha) disse discordar com os atuais movimentos do PT para barrar a construção da ERS 010 (Rodovia do Progresso) e as parcerias público-privadas. Também disse que os progressistas participam do governo Yeda e não podem ser incoerentes com a própria ideologia.
O Partido Progressista ainda tem a intenção de lançar candidatura própria, com Ana Amélia Lemos disputando o Piratini, em 2014. De acordo com lideranças da legenda, uma sintonia com a situação pode fragilizar uma futura campanha.
PP decide ficar fora do governo de Tarso Genro
Lideranças se reuniram por mais de duas horas na sede do partido