Política

PP gaúcho vê fôlego para disputar o Piratini com arquivamento de denúncias de Janot

Presidente do partido no RS frisou que cabe à Executiva Nacional aplicar ou não sanções a José Otávio Germano

O Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul saudou hoje o arquivamento das denúncias contra a maioria dos deputados federais gaúchos da legenda em processos envolvendo a Operação Lava Jato. Na última sexta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou 12 integrantes da sigla, incluindo o deputado federal José Otávio Germano (PP-RS), pela suposta formação de organização criminosa para atuar no esquema de corrupção que lesou a Petrobras.

Sem provas, contudo, Janot recomendou o arquivamento das investigações sobre 18 políticos da legenda, cinco deles do Rio Grande do Sul: Afonso Hamm, Jerônimo Goergen, Luiz Carlos Heinze e Renato Molling, além do ex-deputado Vilson Covatti.

Alvos de investigações desde março de 2015, os congressistas lembraram que, desde então, foram “massacrados” pela opinião pública. Ao garantir a isonomia dos progressistas, o presidente do PP estadual, Celso Bernardi, entende que, com a decisão de Janot, o partido ganha fôlego no cenário político e se credencia, inclusive, a apresentar uma candidatura própria ao Palácio Piratini em 2018. “O PP tem bons nomes. Vamos somar esses três ingredientes fundamentais (projeto, execução e mobilização) e apresentá-los à sociedade gaúcha”, disse.

Além de Luiz Carlos Heinze, que se auto-lançou candidato ao governo estadual, Bernardi cita nomes como os dos prefeitos de Bento Gonçalves, Guilherme Rech Pasin, e de Santa Cruz do Sul, Telmo Kirst, ambos eleitos com mais de 60% dos votos em 2014.

Zé Otávio não é “corrupto de estimação”, fala Bernardi

Celso Bernardi ainda considerou “doloroso” falar sobre o histórico de José Otávio Germano, denunciado mais de uma vez ao Poder Judiciário e o único gaúcho a permanecer na lista, enviada ao Supremo Tribunal Federal. Questionado, o presidente estadual do PP negou que o parlamentar seja o “corrupto de estimação” do PP e explicou que cabe à Executiva Nacional aplicar ou não sanções contra ele.

Presidente do PP defende nomenclatura de Castelo Branco em avenida

Bernardi também comentou a polêmica em torno da nomenclatura da avenida da Legalidade e da Democracia, no Centro de Porto Alegre, que resultou em disputa judicial. Seis vereadores e ex-vereadores do PP alegaram, no processo, que a retirada do nome anterior, que rendia homenagem ao ex-presidente Castelo Branco, ocorreu de forma ilegal na Câmara Municipal. O Tribunal de Justiça (TJRS) endossou esse entendimento, mas ainda cabe recurso da decisão. Sem entrar no mérito da questão, o dirigente defendeu que “afastar um nome não é justo com a história”.