Política

Pré-candidato à Presidência, Zema defende privatização da Petrobras: “Vamos botar tudo para vender”

Ex-governador de Minas Gerais diz que pretende fazer uma nova reforma previdenciária

Zema quer privatizar Petrobras "o quanto antes" se eleito presidente
Zema quer privatizar Petrobras "o quanto antes" se eleito presidente Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira, 4, que deseja privatizar a Petrobras "o quanto antes", caso seja eleito. Além disso, o mineiro destacou que a ideia de seu plano de governo é vender todas as estatais que "faturam" e deixar agências públicas de fora.

"Nós vamos botar tudo para vender", disse Zema, destacando que a dívida pública é o principal problema do País. "Vou usar esses recursos para quitar a dívida. A dívida vai cair para menos da metade e a taxa de juros vai cair mais ainda."

O ex-governador afirmou que a privatização da Petrobras dependerá de boa vontade e de uma boa relação com o Congresso Nacional. Segundo ele, não há uma previsão para o início do processo - se ocorrerá no início do mandato se eleito ou mais tarde - justamente porque a decisão depende dos parlamentares.

Zema citou que, em Minas Gerais, sua gestão "privatizou centenas de empresas e subsidiárias" da Cemig e conseguiu aprovação para privatizar a Copasa, companhia de saneamento do Estado. De acordo com o mineiro, entre as grandes privatizações no Estado, ficou faltando apenas a Cemig.

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O ex-governador disse ainda que pretende fazer uma nova reforma previdenciária, que considera necessária no Brasil. Segundo ele, a reforma de 2019 já não é mais suficiente, porque a expectativa de vida aumentou e, consequentemente, o tempo de contribuição também tende a subir. Ele disse que o tempo de contribuição precisará aumentar e que, a depender dos cálculos atuais, a idade mínima também poderá ser elevada.

Zema também afirmou que pretende rever programas sociais. Ele disse considerar essas políticas importantes para quem precisa, mas avaliou que há muitas "fraudes" e pessoas aptas ao trabalho vivendo dos benefícios sem necessidade. "Tem muita fraude e muito "marmanjão" vivendo aí, assistindo série na TV e jogando videogame o dia inteiro", disse.