Precisa diz que enviou documento à CPI e que operação da PF é "abuso"

Precisa diz que enviou documento à CPI e que operação da PF é "abuso"

Polícia recolhe equipamentos e documentos sobre contrato para a compra da vacina Covaxin em duas sedes da empresa em SP

R7

Fachada do edifício onde está sediada a Precisa Medicamentos, em Alphaville, em Barueri

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A Precisa Medicamentos afirma que entregou todos os documentos solicitados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid e que a operação da Polícia Federal (PF), que cumpriu mandado de busca e apreensão em sedes da empresa no estado de São Paulo, na manhã desta sexta-feira, é “a prova mais clara dos abusos que a CPI vem cometendo”.

“É inadmissível, num estado que se diz democrático de direito, uma operação como essa de hoje. A empresa entregou todos os documentos à CPI, além de três representantes da empresa terem prestado depoimento à comissão”, declarou a defesa da empresa, em nota.

Desde o começo da manhã desta sexta, a PF cumpre mandados de busca e apreensão nas sedes da Precisa, em Barueri e Itapevi, para recolher equipamentos e documentos referentes ao contrato para a compra de vacinas contra a Covid-19 com a Bharat Biotech, responsável pela fabricação do imunizante Covaxin. A operação foi solicitada pela CPI e autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

A farmacêutica declarou que entregou a documentação também ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União. A Precisa também diz que seus representantes prestaram depoimentos à CPI, à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União.

“Portanto, a operação de hoje é a prova mais clara dos abusos que a CPI vem cometendo, ao quebrar sigilo de testemunhas, ameaçar com prisões arbitrárias quem não responder as perguntas conforme os interesses de alguns senadores com ambições eleitorais e, agora, até ocupa o Judiciário com questões claramente políticas para provocar operações espalhafatosas e desnecessárias”, disse por nota.

A Precisa fechou um contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde para a aquisição de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin. A negociação acabou suspensa.

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Nota da Precisa Medicamentos sobre a operação da PF

"É inadmissível, num estado que se diz democrático de direito, uma operação como essa de hoje. A empresa entregou todos os documentos à CPI, além de três representantes da empresa terem prestado depoimento à comissão. Francisco Maximiano, por exemplo, prestou depoimento e respondeu a quase 100 perguntas, enviou vídeo com esclarecimentos, termo por escrito registrado em cartório, além de ter sido dispensado de depor por duas vezes pela própria CPI, em 1° de julho e 14 de julho.

Além disso, seus representantes, sempre que intimados, prestaram depoimentos à PF, CGU, além de ter entregue toda documentação ao MPF e TCU.

Portanto, a operação de hoje é a prova mais clara dos abusos que a CPI vem cometendo, ao quebrar sigilo de testemunhas, ameaçar com prisões arbitrárias quem não responder as perguntas conforme os interesses de alguns senadores com ambições eleitorais e, agora, até ocupa o Judiciário com questões claramente políticas para provocar operações espalhafatosas e desnecessárias. A CPI, assim, repete o modus operandi da Lava Jato, com ações agressivas e midiáticas, e essa busca e apreensão deixará claro que a Precisa Medicamentos jamais ocultou qualquer documento."


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