O prefeito cassado de Palmares do Sul, Ernesto Ortiz Camacho (PSDB), afirmou não ser culpado das acusações de corrupção que a ele são imputadas. Segundo Camacho, ele não teve habilidade administrativa. Na sexta-feira, a Câmara de Vereadores cassou o mandato do tucano com base em seis processos de improbidade administrativa que tramitam na Justiça.
A Comissão de Impeachment investigou contratos irregulares com dois escritórios de advocacia, gastos com publicidade sem licitação, desvio de recursos previdenciários para o gabinete, também a concessão de cargo de confiança para uma professora estadual que não estava afastada de suas funções no Estado. Além disso, houve a reforma da escola Bento Gonçalves sem licitação. Sobre essa acusação, o prefeito esclarece que a escola nova havia sido destruída pelo temporal de 19 de novembro do ano passado, e a antiga estrutura foi reformada de forma emergencial, com gasto de R$ 34 mil. Ele diz que, nesse caso, agiu sob pressão. Camacho considera que está sendo vítima de perseguição.
“Se isso foi corrupção, então, meu Deus do céu... quando muito, foi inabilidade. Mas isso é coisa da política, é que a coligação foi rompida, e eles ficaram com muita raiva, muito ressentimento”, afirma.
Em abril, o PDT rompeu com o PSDB em Palmares do Sul. A coligação, que elegeu Camacho, tem como vice o trabalhista Luciano Santana Bins, que tomou posse como prefeito nesta manhã na Câmara de Vereadores. Conforme Bins, a aliança foi desfeita porque ele descobriu que Camacho estava envolvido em acusações de corrupção.
Na semana passada, dois advogados da cidade, que não teriam ligação com o PDT, segundo Luciano Bins, entraram com pedido para o impeachment do prefeito. Camacho solicitou revogação da cassação neste sábado, no plantão do Judiciário da cidade. Ele aguarda para hoje uma definição e, caso tenha o recurso negado, irá recorrer ao Tribunal de Justiça do Estado.
Prefeito cassado em Palmares do Sul diz que não foi corrupto, mas inábil
Vice-prefeito tomou posse na Câmara nesta manhã