Marchezan não quis apontar qual será o tamanho do corte nos cargos em comissão (CCs) e em funções gratificadas (FGs), uma de suas promessas de campanha. Sobre as finanças municipais, ele disse que a situação “numericamente é bem mais difícil do que apenas um suposto atraso de folha”, mas negou-se a informar o montante do déficit, argumentando que deixará a tarefa para o atual prefeito, José Fortunati (PDT).
Marchezan também afirmou que o parcelamento do 13º salário dos servidores proposto por Fortunati “é tão inconstitucional quanto a antecipação de receitas e fere a Lei de Responsabilidade Fiscal”, uma vez que não há previsão orçamentária, e fez mais uma manifestação no sentido de que os vereadores não aprovem as medidas. Fortunati anunciou o parcelamento após Marchezan solicitar que a atual administração não concedesse desconto no pagamento antecipado do IPTU.
Questionado sobre se tem a mesma avaliação negativa a respeito de parcelamentos e antecipações feitas de um ano para outro mas dentro da mesma gestão, o prefeito eleito respondeu que quando há previsão orçamentária não há inconstitucionalidade. Sobre se considera a possibilidade de atrasar o pagamento dos salários do funcionalismo municipal, Marchezan assinalou que fará “de tudo para que isso não aconteça. Tudo o que for necessário.” Ante a insistência dos jornalistas sobre o tema, replicou: “Quando eu assumir vou dizer se tem ou se não tem. Com certeza não vou fabricar dinheiro.”