Política

Prefeito fala em "pressão contra qualidade e transparência" na licitação do transporte

Fortunati garantiu que fará quantas licitações forem necessárias, sem mudar edital dos ônibus

Fortunati garantiu que fará quantas licitações forem necessárias, sem mudar edital dos ônibus
Fortunati garantiu que fará quantas licitações forem necessárias, sem mudar edital dos ônibus Foto : Mauro Schaefer/CP Memória
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, afirmou nesta segunda-feira que existe uma tentativa de influenciar a licitação do transporte coletivo na Capital. “A pressão que está sendo feita é para que a gente abra mão da transparência, da qualidade”, relatou, sem citar nomes. Na semana passada, a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), que opera o atual sistema, deixou claro que não vai participar do novo modelo caso não haja mudanças, e citou consequências, como demissões. Já o Tribunal de Contas do Estado pediu esclarecimentos sobre a maior participação da Carris no sistema e sobre a planilha de custos para se chegar ao valor da tarifa.

De acordo com Fortunati, “já existem movimentações de empresas nacionais que poderão apresentar proposta” no dia 24, quando serão conhecidos os interessados em operar o sistema. Na primeira vez que o Executivo lançou o edital, não houve pretendentes. “Podemos fazer uma terceira licitação. Vamos para a quarta, até que finalmente possamos encontrar interessados, mas não modificando o edital”, garantiu.

Conforme a ATP, 6 mil empregados correm risco de demissão. As regras do novo edital lançado pela Prefeitura em fim de setembro, na avaliação da associação, vão inviabilizar o sistema. “Se não for alterado (o edital) nós não participaremos”, disse o gerente executivo da representação Luiz Mário Magalhães Sá na semana passada à Rádio Guaíba. Ele também apontou uma série de itens que, na avaliação da associação, podem afastar o interesse do empresariado.