Política

Prefeito volta atrás e mantém serviços da Corsan em São Borja

Governador do Estado confirmou novo contrato em ato simbólico no Piratini

O governo do Estado manteve a prestação de serviços na área de saneamento básico e abastecimento de água, por meio da Corsan em São Borja, na fronteira Oeste. O ato de renovação, que contou com a presença do governador Tarso Genro, no Palácio Piratini, teve tom simbólico.

O prefeito do município, Mariovane Weis, do PDT, ameaçou com a privatização e, enquanto presidente da Famurs, chegou a liderar um movimento pela troca do serviço público pela iniciativa privada. “O que acontecia antes era que a Corsan apresentava contratos com uma série de condicionais ou variáveis. Agora, o que foi assinado é baseado em metas”, explicou Weis.

Um detalhe desse processo é que o sucessor de Weis na prefeitura de São Borja, Farelo Almeida, que também é do PDT, durante toda a campanha, afirmou que não pretendia autorizar a privatização da água no município, causando uma saia justa ao correligionário. “Promovemos esse tipo de defesa como compromisso de governo. Mas, na realidade, também há um entendimento político no próprio PDT de que a água é um bem público”, explicou Almeida, que assume a prefeitura em 2013.

No contrato com a Corsan, os objetivos são oferecer saneamento básico para 50% da população em quatro anos, 70%, em oito anos, e atingir a integralidade em 12 anos. O governador Tarso Genro reiterou que a Corsan passa por uma etapa de investimentos que é parte de um processo de qualificação justamente para evitar concorrência com a iniciativa privada.


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