A maioria dos prefeitos do PP no Rio Grande do Sul é contrária ao novo modelo de eleição para a presidência na Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul). A posição foi apresentada na tarde desta quarta-feira durante reunião da Executiva estadual do partido com os prefeitos eleitos e reeleitos no ano passado, além de outras lideranças.
Segundo o presidente estadual do PP, Celso Bernardi, os prefeitos foram consultados e a maioria sustentou a apresentação da possibilidade de alteração no modelo de eleição que está previsto para entrar em vigor neste ano. “A posição preliminar é a favor de que o partido escolha um nome e ele seja ratificado pelos demais prefeitos”, detalhou Bernardi.
O assunto será discutido na próxima terça-feira, em encontro entre os presidentes estaduais das legendas que elegeram mais prefeitos no ano passado, além da atual direção. Isso porque a mudança no processo de eleição deve ser feita pela própria entidade. Ele antecipou que o assunto ainda será discutido novamente internamente, por um grupo liderado pelo presidente da Associação de Prefeitos e vereadores do partido, Cassio Nunes. Bernardi ainda referendou o nome dos três pré-candidatos para assumir o cargo. São eles os prefeitos de Dom Pedrito, Mário Augusto; de General Câmara, Helton Barreto; e de São Borja, Eduardo Bonotto.
Pelo sistema aprovado em janeiro de 2019 e que deve entrar em vigor neste ano, a eleição para a presidência da Famurs se dará da seguinte forma: os três maiores partidos indicariam os nomes de seus candidatos, que iriam à votação por todos os prefeitos; no quarto ano, todos os partidos, independente da quantidade de prefeitos eleitos, poderiam fazer a indicação para a eleição.
Atualmente, é feito um acordo entre as quatro siglas que elegeram o maior número de prefeitos na eleição. Cada sigla ocupa a presidência por um ano, indicando o nome do presidente, que é referendado pelos demais colegas.