Política

Prefeitos do PP rejeitam mudança na eleição da Famurs

Mudança no sistema de escolha do presidente da entidade foi um dos temas discutidos durante reunião do partido com eleitos em 2020

Presidente estadual do PP, Celso Bernardi, durante reunião do partido
Presidente estadual do PP, Celso Bernardi, durante reunião do partido Foto : Lisiane Severo / Divulgação / CP

A maioria dos prefeitos do PP no Rio Grande do Sul é contrária ao novo modelo de eleição para a presidência na Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul). A posição foi apresentada na tarde desta quarta-feira durante reunião da Executiva estadual do partido com os prefeitos eleitos e reeleitos no ano passado, além de outras lideranças. 

Segundo o presidente estadual do PP, Celso Bernardi, os prefeitos foram consultados e a maioria sustentou a apresentação da possibilidade de alteração no modelo de eleição que está previsto para entrar em vigor neste ano. “A posição preliminar é a favor de que o partido escolha um nome e ele seja ratificado pelos demais prefeitos”, detalhou Bernardi. 

O assunto será discutido na próxima terça-feira, em encontro entre os presidentes estaduais das legendas que elegeram mais prefeitos no ano passado, além da atual direção. Isso porque a mudança no processo de eleição deve ser feita pela própria entidade. Ele antecipou que o assunto ainda será discutido novamente internamente, por um grupo liderado pelo presidente da Associação de Prefeitos e vereadores do partido, Cassio Nunes. Bernardi ainda referendou o nome dos três pré-candidatos para assumir o cargo. São eles os prefeitos de Dom Pedrito, Mário Augusto; de General Câmara, Helton Barreto; e de São Borja, Eduardo Bonotto. 

Pelo sistema aprovado em janeiro de 2019 e que deve entrar em vigor neste ano, a eleição para a presidência da Famurs se dará da seguinte forma: os três maiores partidos indicariam os nomes de seus candidatos, que iriam à votação por todos os prefeitos; no quarto ano, todos os partidos, independente da quantidade de prefeitos eleitos, poderiam fazer a indicação para a eleição. 

Atualmente, é feito um acordo entre as quatro siglas que elegeram o maior número de prefeitos na eleição. Cada sigla ocupa a presidência por um ano, indicando o nome do presidente, que é referendado pelos demais colegas.