Entre eles estão a dispensa de 95 Cargos em Comissão (CCs), redução de horas extras, linhas de telefones celulares, frota de veículos alugados, gastos com diárias e passagens aéreas. Além disso, Fortunati determinou a aplicação de teto salarial a partir do que ganha o prefeito: cerca de R$ 15,5 mil.
Apesar do volume cortado, Fortunati reforçou que não vai haverá impacto em áreas como saúde, educação e assistência. O prefeito garantiu também a manutenção dos serviços essenciais, o término das obras em execução e o pagamento em dia da folha de salários.
A meta do governo municipal é cortar, a curto e médio prazo, R$ 130 milhões, ainda neste ano. Já a longo prazo, em 2014, o objetivo é reduzir R$ 184,6 milhões, totalizando R$ 314,6 milhões ao final do ano que vem.
As alternativas foram avaliadas por um grupo de trabalho formado por membros das secretarias da Fazenda, Gestão, Governança Local e Planejamento Estratégico e Orçamento. “Há um incremento de despesa sendo muito maior que o aumento da receita”, resumiu Fortunati. “A despesa cresceu de uma forma assustadora e a receita cresceu muito pouco ou diminuiu em alguns casos”, falou o prefeito sobre as contas do Executivo.
Uma das principais contestações da população, o corte dos CCs, vai economizar R$ 6,4 milhões até o fim de 2014 – R$ 1,5 milhão em 2013 e R$ 4,9 milhões ao longo do ano que vem. “Eram CCs que não estavam, de forma adequada, cumprindo com suas funções. Mas são cortes importantes. Estamos cortando por necessidade”, frisou Fortunati. "São cortes simbólicos para que as pessoas entendam que a gente não faz economia somente com a grande economia. A gente faz isso combatendo o pequeno desperdício”, resumiu.
Confira as reduções:
Com informações dos repórteres Lucas Rivas e Fernanda Pugliero