O presidente da Cece, Professor Garcia (PMDB), afirmou que diversas empresas prestadoras de serviço deverão ser convocadas pelo Legislativo para prestarem esclarecimentos sobre R$ 330 mil em notas fiscais sem discriminação relacionadas a serviços que vão desde alimentação de 2,7 mil crianças atendidas durante a vigência do convênio até fornecedores de material esportivo como bolas, bandeiras de arbitragem, apitos e cartões de advertência e expulsão.
Esses itens chamaram especial atenção do vereador Haroldo de Souza (PMDB). Ele considerou o preço de R$ 20,00 cobrados por um apito de arbitragem como valor exorbitante. Como foram dezenas de apitos a soma chama mais atenção ainda.
A secretária da Educação, Cleci Jurach, esclareceu que os convênios firmados incluíram a compra de equipamentos para programas de inclusão digital e que esses já foram totalmente recuperados pela prefeitura após o encerramento das atividades do IRG. A secretária garantiu que todos os documentos em sua posse e na Governança Local comprovam que, da parte do Executivo, não houve qualquer ação de superfaturamento e que as crianças atendidas tiveram melhorias significativas em seu desempenho escolar.
Os representantes do IRG - o gerente de Projetos, Luciano Comassetto, e o advogado Sérgio Queiroz - colocaram oito volumes de documentos contábeis à disposição do Legislativo. Eles alegaram que todas as destinações de verbas estão corretas e que a instituição dispendeu R$ 1,9 milhões em recursos próprios para garantir a excução dos projetos sociais.