Política

Prefeitura de Porto Alegre garante ter economizado mais de R$ 4 milhões com corte de Ccs

Em relação a janeiro de 2016, receita aumentou 0,7% e gastos subiram 5%

Prefeitura garante ter economizado mais de R$ 4 milhões com corte de Ccs
Prefeitura garante ter economizado mais de R$ 4 milhões com corte de Ccs Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
Em balanço do primeiro mês de gestão Nelson Marchezan Jr., a prefeitura de Porto Alegre informou ter economizado R$ 4,3 milhões com a redução do número de cargos de confiança. Além disso, o estabelecimento de teto para os salários dos CC’s também resultou em diminuição de aproximadamente R$ 1 milhão na conta apresentada nesta quinta-feira.

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De um total de 1.042 contratados comissionados, 370 foram exonerados pela gestão atual. O secretário da Fazenda, Leonardo Busatto, informou que a tendência é de manutenção de corte aproximado de até 30% nesse tipo de contratação ao longo do ano. “Já houve essa redução com economia de R$ 4 milhões e poderemos economizar, mas obviamente não na mesma proporção. Até porque teremos mais contratações através do Banco de Talentos”, ressalta.

Em janeiro, conforme balanço apresentado pela Fazenda, a receita total da Prefeitura em janeiro apresentou aumento de apenas 0,7% em relação ao mesmo período de 2016 (R$ 430,1 para R$ 433 milhões). No primeiro mês do ano, foram arrecadados R$ 46 milhões a menos em IPTU e taxa de lixo. A queda foi compensada, principalmente, pelo repasse do ICMS e demais itens da receita.

Entre os gastos, houve aumento de 5%, o que elevou o total a 349,6 milhões. As despesas com pessoal subiram 10,3%. Em relação às dívidas com fornecedores, o titular da Fazenda disse que os débitos serão pagas, mas não sabe quando, ao longo de 2017. ”Não temos ainda condições de propor quando será feita a proposta de honrar todo esse passivo. Em algum momento teremos de honrar a dívida porque foram despesas executadas. No final de 90 dias, teremos um mapeamento total disso”.

A atual administração reitera que recebeu a prefeitura com uma previsão de déficit de R$ 1,3 bilhão para 2017, em dívidas contratadas sem previsão de receita, somando R$ 507 milhões referentes a 2016 e mais R$ 815 milhões previstos para este ano. Dos R$ 507 milhões de despesas vencidas do ano passado, já foram pagos pela atual gestão R$ 76 milhões, referentes a precatórios, férias de servidores, repasse ao Previmpa e serviços terceirizados.