A Prefeitura de São Leopoldo decidiu paralisar os serviços não essenciais à população nesta segunda-feira e terça-feira. O motivo é a exoneração de cerca de 500 funcionários, imposta por liminar do Tribunal de Justiça do Estado, que considerou inconstitucionais as leis que criaram os Cargos em Comissão (CCs) no município. Pelo menos 372 pessoas já foram demitidas. Filas foram registradas nesta manhã pela falta de atendimento.
O prefeito Ary Vanazzi disse que a possibilidade de abertura dos serviços na quarta-feira ainda depende de avaliação do governo. Em entrevista ao Programa Guaíba Cidades, ele afirmou que situação na cidade é um "caos absoluto" e que deve encaminhar um projeto de lei à Câmara dos Vereadores para tentar solucionar o impasse. "Nós temos reuniões permanentes com os funcionários e para refletir sobre a nova legislação", disse.
Os funcionários exonerados foram de cargos de direção. O TJ e o Ministério Público Estadual entendem que a criação exagerada de cargos em São Leopoldo constituiu flagrante desvio de finalidade. “Nós temos hoje a administração municipal com 4,6 mil funcionários públicos sem nenhuma direção”, explicou o prefeito.
Somente com a folha de pagamento dos CCs, a Prefeitura de São Leopoldo gasta cerca de R$1 milhão por mês.
Prefeitura de São Leopoldo paralisa serviços não essenciais
Cerca de 500 CCs serão exonerados em função de decisão do TJ