Considerando os planos do prefeito Nelson Marchezan Júnior, a pauta de final de ano na Câmara de Porto Alegre será tão polêmica quanto a da Assembleia gaúcha, que discutirá, entre outros temas, a adesão do Rio Grande do Sul ao Plano de Recuperação Fiscal. Está em tramitação no Legislativo municipal uma série de projetos de autoria da prefeitura, que irá priorizar nas articulações os que, se aprovados, representem reforço financeiro em caixa já em 2018.
O principal deles é o de alterações na planta do IPTU, enviado à Casa novamente na semana passada, após ser derrotado em plenário em setembro. Além das propostas em tramitação, outros projetos chegarão à Câmara nos próximos dias. Como o que autoriza o parcelamento, em 10 vezes, do 13º salário dos servidores, vinculando ao pagamento de indenização apenas para o atraso da gratificação natalina.
A iniciativa não irá atingir os atrasos da folha, que já completam seis meses consecutivos. A secretaria da Fazenda ainda analisa qual o percentual de indenização que deve ser aplicado. Com uma base minoritária na Câmara, que apresenta sucessivas dissidências, o prefeito Nelson Marchezan Júnior promete participar pessoalmente das negociações visando não apenas convencer aliados que têm resistências, mas também vereadores de partidos independentes e os da oposição.
Marchezan está apostando na compreensão e acredita que a relação com o Legislativo está melhor. “Os projetos precisam ser aprovados. Encaminhamos novamente a revisão da planta do IPTU porque acreditamos em um melhor entendimento e apoio da população, mas também por desespero. A prefeitura está falida”, disse o prefeito em entrevista ao programa Esfera Pública da Rádio Guaíba.
Prefeitura irá priorizar articulações de projetos que podem representar reforço financeiro
Marchezan aposta na compreensão de vereadores para aprovação de pautas