Política

Prefeitura pode ficar sem recursos a partir de maio, alerta secretário da Fazenda de Porto Alegre

Previsão é de que o Executivo chegue ao referido mês com um déficit de R$ 52 milhões

Prefeitura pode ficar sem recursos a partir de maio, alerta secretário da Fazenda de Porto Alegre
Prefeitura pode ficar sem recursos a partir de maio, alerta secretário da Fazenda de Porto Alegre Foto : Guilherme Testa
Se medidas não forem tomadas, faltarão recursos para a prefeitura de Porto Alegre a partir de maio. A afirmação foi do secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, durante apresentação feita nesta segunda-feira dos detalhes do fluxo de caixa da prefeitura. A previsão é de que o Executivo chegue ao referido mês com um déficit de R$ 52 milhões. Ao final do ano, a previsão é de um total de R$ 732 milhões negativos.

Segundo ele, as ações tomadas pelo executivo têm diminuído o rombo. Conforme a apresentação do secretário, conseguiu-se reduzir custos através da redução de secretarias com a reforma administrativa, do corte no número de cargos comissionados (CCs) e da fixação de um teto na remuneração dos CCs. Houve, ainda, corte de despesas diarias, racionalização dos veículos locados e do uso do celular, suspensão das dívidas com fornecedores de 2016, renegociação de contratos em vigor, revisão das çicitações em andamento e suspensão de novas contratações.

Desde então, conseguiu-se, com todos os cortes, economizar R$ 90 milhões. Houve, no entanto, uma queda na receita correspondente a R$ 7 milhões. Portanto, mesmo todos estes esforços reunidos não serão o suficiente para resolver a situação financeira da Capital ainda este ano. De acordo com Busatto, a meta da prefeitura é atingir a austeridade somente no final de 2018.

“Nós temos que fazer mais com menos”, disse o secretário ao ponderar que a falta de recursos não serve como desculpa para que a prefeitura não cumpra com suas obrigações. Ele explicou, no entanto, que, quando maio chegar e as contas fecharem no negativo, será necessário fazer escolhas. Isso quer dizer que o Executivo precisará decidir e priorizar serviços e que alguns deles acabarão não sendo prestados como antes.

Em 2016, a prefeitura teve receita total de R$ 5,966 bilhões e uma despesa total de R$ 5,944 bilhões. Terminou o ano, desta forma, com um saldo de R$ 34 milhões. Em dívidas, antecipação de receitas , saques do caixa único e outras medidas paliativas, conseguiu-se juntar R$ 859 milhões, evitando um rombo de R$ 825 milhões, o que corresponde a mais de cinco folhas de pagamento do funcionalismo.