O Chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, esclareceu a vinda da Força Nacional ao Rio Grande do Sul após a confirmação anunciada no final da manhã desta sexta-feira pelo governador José Ivo Sartori em Brasília. De acordo com ele, a presença da tropa federal é temporária no RS e será mantida até que os novos policiais militares sejam formados e estejam nas ruas no início do próximo ano.
“A Força Nacional vem para cumprir um trabalho de transitoriedade para que tenham continuidade as ações já tomadas pelo governo e outras que possam vir”, enfatizou. “Não poderíamos chamar a Força Nacional isoladamente, mas sim conectá-la com aquilo que será mantido pelo próprio Estado”, complementou.
Caso o efetivo da Força Nacional seja destinado à guarda externa no sistema prisional gaúcho, a estimativa é de que em torno de 400 brigadianos sejam liberados para atuarem no policiamento ostensivo. “Esse potencial de efetivo é uma resposta rápida”, considerou.
Márcio Biolchi recordou que as ações realizadas na atual política de segurança pública resultaram em um aumento de 10% na população carcerária gaúcha, sendo acrescidos 5,8 mil presos em relação ao ano passado. “O resultado na criminalidade, porém, não é proporcional ao número de prisões. A simples prisão não tem sido suficiente. Essas ações podem contribuir, mas isoladamente não vão trazer o resultado que todos queremos”, declarou.
“Isso mostra a complexidade do problema da segurança pública”, acrescentou, defendendo como exemplo mudanças na legislação. Ele destacou também a importância do envolvimento e articulação com Ministério Público e Poder Judiciário. “O criminoso não pode ser visto como vítima desse processo, mas sim quem ele atingiu”, concluiu.
Presença da Força Nacional será temporária, diz Chefe da Casa Civil
Márcio Biolchi afirmou que tropa federal vai ser mantida até que novos PMs sejam formados