Erenice foi uma das principais assessoras da presidente Dilma Rousseff no Ministério de Minas e Energia e na Casa Civil, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Dilma deixou a Casa Civil para se candidatar ao Palácio do Planalto, Erenice assumiu a pasta.
As denúncias contra a ex-ministra surgiram há seis meses, durante a campanha eleitoral. O relator do processo na Comissão de Ética, Fábio Coutinho, disse que a sanção significa a "não aceitação pelo Estado brasileiro de determinada conduta". Segundo ele, as ações da ex-ministra não são compatíveis com o que se espera de uma funcionária pública.
A censura não impede que Erenice permaneça nos quadros públicos e que ela volte a ocupar posições importantes na administração pública. No entanto, é a única sanção ética que poderia ser aplicada pela comissão, já que a investigada é uma ex-funcionária do serviço público.
Essa é a segunda censura que Erenice recebe da Comissão de Ética da Presidência da República. Em setembro do ano passado, ela sofreu a mesma punição por não ter apresentado uma Declaração Confidencial de Informações, exigida a todas as pessoas que ocupam altos cargos na Administração Federal. Esse documento deve conter informações sobre patrimônio e sociedade em empresas da pessoa que está assumindo um alto cargo público, além da dados sobre os seus familiares.