Política

Presidente da Câmara admite mudança de data na votação do Código Florestal

Marco Maia afirmou, porém, que será necessário um consenso entre as lideranças partidárias

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), reafirmou nesta segunda-feira que a votação do Código Florestal está mantida para os dias 3 e 4 de maio. Ele admitiu, porém, que a data pode ser alterada mais uma vez, caso haja acordo das lideranças partidárias. “Se houver um consenso, não será a presidência da Câmara que irá se opor a esta mudança”, disse o Parlamentar.

Na tarde de hoje, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, e representantes da comunidade científica se reuniram com Maia para pedir o adiamento da votação. Eles querem que o texto possa ser votado levando em conta o pensamento da comunidade científica. O presidente da Câmara informou que recebeu "com atenção" a proposta da SBPC e que relatou que eles precisam conversar com o governo e com os deputados para apresentar suas propostas.

Maia anunciou que, na terça, os ministros da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, do Meio Ambiente e das Relações Institucionais vão estar na Câmara, às 15 horas, para uma reunião com os líderes partidários, quando apresentarão os pontos defendidos pelo governo e conversarão sobre a votação do código. “O importante é que o governo já unificou uma posição e os ministérios têm uma opinião comum", avaliou.

O líder da Câmara também se reuniu com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para acertar o calendário de votações do Congresso Nacional para o mês de maio. No dia 3, será votado o projeto da representação brasileira no Parlamento do Mercosul e, no dia 11, a ideia é pôr em pauta os cerca de 1,4 mil vetos presidenciais que tramitam no Congresso Nacional.

Os dois presidentes também falaram sobre a reforma política. “Uma coisa ficou certa, nós estamos determinados a ir em frente na reforma política, com todas as dificuldades que poderemos encontrar, mas a determinação nossa é a de, realmente, concluir a votação”, disse Sarney após o encontro. Segundo ele, mesmo se não houver consenso para a votação, o projeto irá a plenário, “onde a maioria vai escolher qual o modelo que o Brasil deve seguir”.


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