Política

Presidente do PDT gaúcho declara abstenção em votação do impeachment

Posição de Pompeo de Mattos contraria a orientação da sigla, que declarou fidelidade ao governo Dilma

Posição de Pompeo de Mattos contraria a orientação da sigla, que declarou fidelidade ao governo Dilma
Posição de Pompeo de Mattos contraria a orientação da sigla, que declarou fidelidade ao governo Dilma Foto : Luiz Alves / Câmara dos Deputados / CP
O presidente estadual do PDT, Pompeo de Mattos, admitiu na tarde deste sábado que vai se abster na votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. O voto em plenário dos 513 deputados está previsto para iniciar às 14h deste domingo. O posicionamento contraria a orientação da sigla, que declarou fidelidade ao governo da presidente.

Conforme o parlamentar, todos da chapa que venceu as últimas eleições deveriam sair do governo incluindo o vice Michel Temer e os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros. ”Acredito que o melhor caminho seria a cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e realização de novas eleições”.

Com a abstenção, Pompeo deverá evitar o processo de cassação que foi aberto contra Giovani Cherini. O PDT abriu nessa semana um processo de expulsão de Cherini depois que ele ignorou a posição fechada do partido.

“O que o Giovani fez resultou em exposição a todos os parlamentares da sigla. Ele poderia votar e ver o que aconteceria depois, mas fez toda uma propaganda do posicionamento dele. Entretanto, nas discussões do diretório nacional, ele não se posicionou. Somente eu e mais três deputados brigávamos para sair do governo. Depois briguei para que o partido liberasse os deputados para votar como quisessem”, critica Pompeo.

A expectativa é que além de Cherini, mais três deputados votem a favor do impedimento da presidente Dilma.