Política

Presidente do PP classifica Lava Jato como uma violência

Ciro Nogueira negou ter fornecido informações sobre suposto conhecimento de Dilma do esquema

Alvo de busca e apreensão nessa terça-feira, na Operação Lava Jato, o dirigente do partido com o maior número de envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), considerou que a ação desencadeada pela Polícia Federal (PF) com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma "violência".

Apesar da declaração, Nogueira destacou que é preciso respeitar a Justiça. "Esse tipo de coisa eu acho uma violência, mas tem que respeitar a Justiça", disse Ciro em rápida entrevista no plenário, na primeira manifestação pessoal - ele já tinha negado qualquer envolvimento por meio de nota oficial.

Questionado se a situação não causa apreensão, o senador do PP respondeu: "É uma coisa que você não espera, né? Temos que enfrentar." O presidente do PP disse que já pediu ao STF acesso a todas as acusações a que é alvo para poder se defender. E reclamou: "Não é justo que alguns meios de comunicação tenham acesso à delação e as pessoas que estão sendo objetos de tanta execração não tem. Acredito que a tendência do Supremo é dar acesso."

Nogueira diz não ter fornecido informações sobre Dilma

Ciro Nogueira nega estar por trás das informações divulgadas na noite dessa quarta, segundo as quais três dirigentes do PP apresentaram uma versão, sob a condição do anonimato, de que a presidente Dilma Rousseff soubesse do esquema de corrupção na Petrobras e que seria herança do governo Lula.

O presidente do PP disse já ter ligado para Aguinaldo Ribeiro e o ex-ministro, segundo ele, disse já ter soltado uma nota desmentindo a informação. Segundo Ciro, "com certeza" não foi ele nem o líder do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE), os autores das informações. Eduardo da Fonte foi o outro parlamentar alvo da ação da PF.