“Temos um grande factoide no País. Jamais ocorreu (contato com Dadá). Dadá que conheço só o dos Trapalhões e cachoeira só Itaipu Binacional”, disse ao confundir o nome de Dadá com os personagens Dedé (Dedé Santana) e Didi (Renato Aragão), do programa humorístico Trapalhões, veiculado entre as décadas de 1970 e 1990. “Nunca houve contato, não há contato, não o conheço. Não posso pagar por algo que desconheço”, destacou Fidelix.
Segundo reportagens veiculadas nessa terça-feira na imprensa, escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) revelaram a tentativa de Carlinhos Cachoeira de comprar o PRTB em Goiás. Nas ligações gravadas em maio de 2011, o bicheiro e Dadá falam de diversas legendas menores e citam o nome do presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix.
Perguntado se o seu partido estaria à venda, Fidelix disse que a sigla é como se fosse um filho. “Sou fundador do PRTB. Ele é um filho meu. Não vendo meu filho. Você (jornalista) venderia um filho seu? É meu filho, meu sangue, minha carne, minha vida”, argumentou.
Para ele, o vazamento de informações sigilosas de operações da PF visam a atingir sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo. Fidelix disse que pretende conversar com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para cobrar explicações. “Já requeri uma audiência com o ministro para que eu possa ter uma conversa política, porque isso não é caso policial, mas político e saber dele por que a PF vazou uma citação”.