"Não estou acusando partidos, mas não vejo muita gente interessada em levar isso (CPI) adiante. Porque atinge governos de vários partidos. O Executivo no plural – o governo federal também – e governos estaduais não querem deixar ir adiante. Não é porque não tem coisa por trás. É porque tem", disparou Guerra, que não vê "vontade política, orientação, processo, método para levar isso adiante com vistas a um resultado".
Segundo o tucano, a versão de que haveria um acordo entre governo e oposição para evitar a convocação de governadores pela CPI "tem muita ficção". Ele afirmou que é a favor da convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para depor na comissão, mas com a condição de também serem convocados os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Agnelo Queiroz (PT-DF). "Convocar governadores é uma coisa positiva. Desde que sejam todos. Senão está vitimando um", disse. "(Mas) é muito provável que o PMDB não deseje que o governador Cabral seja ouvido. É muito provável que o PT não tenha interesse em ouvir o governador do Distrito Federal", completou.
O presidente do PSDB considera as acusações a Perillo um "ataque especulativo" contra o partido. Em almoço com empresários mineiros em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, ele foi categórico em afirmar que "nada vai ter de relevante contra o governador de Goiás". Para Guerra, ainda é preciso verificar o que "é fato" nas conversas de Cachoeira gravadas pela Polícia Federal. Mas ele salientou que, apesar de o contraventor ter "muitas pessoas conhecidas" e "muita influência", Cachoeira é "provinciano" e "muito menor do que se diz".