Política

Presidente do PT gaúcho lamenta decisões da cúpula nacional

Críticas incluem manutenção da aliança com o PMDB e ajuste fiscal

O PT gaúcho teceu duras críticas à postura adotada pela legenda, em âmbito nacional, de rejeitar a proposta de mudança na política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff. O 5º Congresso Nacional do PT terminou nesse sábado, na Bahia, e rodas as deliberações aprovadas vão constar no documento final do encontro, chamado Carta de Salvador.

Alvo da desaprovação de petistas gaúchos, a aliança política com PMDB também foi mantida e o presidente estadual do partido, Ary Vanazzi, lamentou. “Logo em seguida, o presidente da Câmara acabou dizendo (no Twitter) que a aliança com o PMDB não vai até 2018. Então, o PT se colocou de joelhos, na minha opinião, frente a esse debate sobre a nova política de aliança”, reconheceu.

Pelo Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) utilizou a rede social para atacar e ironizar o partido de Dilma Rousseff dizendo que o PMDB está cansado de ser agredido pelo PT e que, por essa razão, declarou à imprensa de que a aliança não se repete mais em 2018. “Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso (do PT) o fim da aliança e não sei se num congresso do PMDB terão a mesma sorte”, alertou.

Ary Vanazzi também criticou as ações mantidas pelo governo para realizar o ajuste fiscal econômico. Conforme o dirigente, o PT perdeu a oportunidade de ser afirmar como um partido de esquerda ao derrotar a proposta da Centrça Única dos Trabalhadores (CUT), que defendia buscar nas classes superiores a maior parcela de contribuição.

O presidente do PT estadual também se solidarizou com a sugestão do ex-governador Tarso Genro, de criação de uma frente de esquerda no Rio de Janeiro para discutir os rumos da ideologia no Brasil. Vanazzi adiantou que, nas próximas reuniões do PT gaúcho, uma carta de repúdio pode ser redigida para ressaltar o descontentamento da sigla com relação aos rumos do partido em âmbito nacional.