Depois de mais de seis horas com a mesa diretora ocupada por senadoras da oposição contra o início da votação da Reforma Trabalhista, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), voltou a presidir a sessão. Ele retornou ao plenário por volta das 18h e usou um microfone sem fio para dizer que daria 10 minutos para o reinício da sessão sob pena de abrir diretamente o painel para a votação.
As senadoras permaneceram na mesa diretora por cerca de meia hora, até Oliveira reabrir a sessão. Houve tumulto e bate-boca entre apoiadores do governo e parlamentares da oposição. Lindbergh Faria (PT-RJ) tentou usar um microfone do plenário, mas o som foi desligado. Em seguida, Oliveira perguntou como cada partido encaminharia a votação e afirmou: "Vai ser no grito, não tem microfone". Partidos como PSDB, DEM, PR, PSDB e PP encaminharam votos pela aprovação da reforma trabalhista.
Cerca de 15 minutos depois, Eunício retomou lugar de presidente do Senado na mesa diretora. Ele havia suspendido a sessão por indeterminado. A ocupação começou quando a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) conduzia os trabalhos e concedia a palavra a outras parlamentares. Quando chegou para dar continuidade à sessão, Eunício Oliveira foi impedido, e o protesto continuou sendo feito pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO). Elas ocuparam a mesa diretora, impedindo o prosseguimento da sessão.
Presidente do Senado retoma sessão para votar Reforma Trabalhista
Votação ficou suspensa por mais de seis horas, depois que senadoras da oposição ocuparam a mesa diretora