"Pelas informações que nós temos, me parece que não foi um bom negócio. Quem tem as informações mais completas é relator da matéria (ministro José Jorge), então, não quero me antecipar, mas, com certeza, o prejuízo para a nação brasileira foi bastante significativo", disse Nardes.
Segundo o ministro, o TCU investiga o caso desde o ano passado, quando ele e o relator José Jorge tiveram uma longa conversa com a presidenta da Petrobras, Graça Foster.
Depois de conseguirem 28 assinaturas, uma mais que o mínimo exigido, parlamentares de oposição, apoiados por alguns integrantes da base aliada ao governo, protocolaram no Senado o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar operações envolvendo a Petrobras. Uma delas é a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos.
"Em processo eleitoral, em pleno andamento de uma campanha eleitoral, há um forte risco de um assunto tão importante com a principal empresa do País (Petrobras), uma das maiores do mundo, ser colocada em uma situação que não seria adequada. Portanto, nós vamos acompanhar. CPI é uma prerrogativa legítima do Congresso", destacou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Ideli disse que o governo está muito confiante de que qualquer irregularidade será apurada e, se houver responsáveis, serão punidos. "Para nós, o fundamental é que uma empresa do porte da Petrobras não seja exposta a um palanque, a uma briga eleitoral, até porque as investigações estão sendo feitas já há um certo tempo pelos órgãos que são reconhecidos, apoiados e competentes ", disse a ministra, citando o Ministério Público, o Tribunal de Contas, a Polícia Federal e os próprios órgãos de fiscalização do governo, como a Controladoria-Geral da União.